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30.03.2017

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«Júlio César: Peças Soltas», a partir de William Shakespeare


Pour:31.03.2017

Ville: Porto

Où : Mosteiro de São Bento da Vitória

Produção Socìetas Raffaello Sanzio, intervenção dramática sobre William Shakespeare, com conceito e direção de Romeo Castellucci, assistência de direção de Silvano Voltolina, interpretação de Dalmazio Masini, Simone Toni, Silvano Voltoni, Frans Rozestraten e dois figurantes a designar.Na primeira vez que visitou Portugal, Romeo Castellucci trouxe ao PoNTI'97 um Hamlet - aliás, um Amleto - fragmentado, recriando, com um punhado de palavras, toda a sintomatologia de um paranoico e de um autista. O regresso do encenador italiano à programação do TNSJ, desta feita no âmbito da bienal BoCA, faz-se também sob o signo de William Shakespeare. Desengane-se, todavia, quem espera encontrar, no claustro do Mosteiro de São Bento da Vitória, uma incursão canónica na tragédia histórica Júlio César. Castellucci afirma respeitar os textos, e a sua veneração impele-o a talhar continuamente - no duplo sentido de golpear e de esculpir - os monumentos do património dramático universal. Revisitação de um espetáculo originalmente produzido em 1997, 'Júlio César - Peças Soltas' é uma cirúrgica operação teatral sobre a tragédia de Shakespeare, as suas personagens, a sua fala: de um Júlio César velho e emudecido, que apenas pode discursar mediante gestos, a um Marco António que, após uma laringectomia, lança do esófago o seu apelo ao povo, os corpos da estatuária antiga são como que virados do avesso e os órgãos expostos, numa reflexão a um tempo solene e visceral sobre a mortalidade, o sentido, a retórica, o ritual. O que escondem as palavras, de onde emerge o seu poder?

 

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«Os Dias Realistas», de Will Eno


Pour:02.04.2017

Ville: Porto

Où : Teatro Sá da Bandeira (TSB)

Espectáculo com texto de Will Eno, tradução de Jacinto Lucas Pires, encenação de Marcos Barbosa, cenografia de Sara Amado, figurinos de Alheli Guerrero, luz de José Álvaro Correia, assistência de encenação de Patrícia Gonçalves, interpretação de Catarina Furtado, João Reis, Manuela Couto e Paulo Pires.Quando Bambi e João Dias se tornam vizinhos de Tó e Margarida Dias, e lhes invadem o quintal, rapidamente percebem de que têm em comum muito mais que o apelido. As conversas de circunstância misturam-se com revelações mais e menos secretas, a vida de todos os dias dá lugar a reflexões como o casamento, o quotidiano, a vida e a morte.Catarina Furtado, João Reis, Manuela Couto e Paulo Pires são os Dias. Dois casais, quatro pessoas, os mesmos dilemas e interrogações. Um texto de Will Eno, escrito e interpretado com o ritmo frenético de um mundo tantas vezes incompreensível.

 

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«Chama Xamânica» - Otelo M. F.


Pour:15.05.2017

Ville: Porto

Où : Culturgest Porto

A exposição 'Chama Xamânica' apresenta a um público alargado e de forma extensiva o trabalho de Otelo M. F., mantido ainda relativamente desconhecido apesar de algumas cintilantes e surpreendentes aparições em Portugal ou no estrangeiro (Algarve Visionário, Excêntrico e Utópico, Museu Municipal de Faro, 2010; Instruments of quasi-null consequence, Galeria Clages, Colónia, 2014; Interface Makonde e Oracular Spectacular, desenho e animismo, no Centro Internacional das Artes José de Guimarães, Guimarães, em 2013 e 2015, respetivamente; Le lynx ne connaît pas de frontières, Fondation D'Enterprise Ricard, 2015).No trabalho de Otelo M. F. (Almancil, 1974), cuja formação artística foi feita fora de qualquer contexto formal, o desenho, os objetos e a escultura constituem o núcleo central de uma obra na qual a performance e o ritual se estabelecem como modos de conduzir energias, convocar presenças, articular materialidades. Animismo, primitivismo, xamanismo, metamodernismo, antropoceno são campos de conhecimento operativo convocados pelo artista num trabalho frequentemente movido pela deceção e pelo sentimento de perda irreversível de um mundo em colapso ambiental (The damage is done) e que perdeu as ligações com o espírito da terra e o conhecimento cultivado pelos antepassados. Movimento, metamorfose, transitoriedade, devolver ideias que não tenham corpo, recolher e reutilizar matérias frequentemente tratados como restos, em contexto urbano ou natural, estabelecer ligações ou diálogos inusitados entre materiais e formas, são palavras-chave numa prática muito alargada, que afirma que 'o trabalho artístico serve para reclamar a nossa existência espiritual'.

 

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«Projeto Sonae//Serralves - Haegue Yang: Parque de Vento Opaco em Seis Dobras»


Pour:04.06.2017

Ville: Porto

Où : MAC de Serralves

Para esta edição do Projeto Sonae//Serralves, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves apresenta 'Parque de Vento Opaco em Seis Dobras' da artista coreana Haegue Yang (Seul, 1971) nos jardins do Parque de Serralves. A obra expressamente encomendada é composta por cinco torres parcialmente arqueadas de dimensões variáveis construídas em tijolo e ligadas por meio de uma disposição geométrica de lajes. Ocupando uma área de cerca de 70 metros quadrados, este ambicioso complexo escultórico convida o observador a caminhar pela paisagem híbrida das suas múltiplas estruturas.A abordagem escultórica de Yang recorre ao traçado de geometria islâmica, nomeadamente a forma do hexágono, criado por uma subdivisão do círculo em seis partes, ou dobras, iguais. Unidades quadradas de 72 x 72 cm delimitam o espaço coberto pelas lajes e pelas torres de alturas variáveis construídas com tijolo de barro cozido, numa acumulação de configurações geométricas. Os três tons cromáticos diferentes dos tijolos contribuem para o esquema ornamental das torres e das suas fachadas interligadas. Embutidas no complexo construído por Yang há diversas espécies de plantas e vegetação, incluindo suculentas, heras e gramíneas, destinadas a crescer, trepar, florir e morrer ao longo de um ano que durará a presença da obra encomendada nos jardins de Serralves.

 

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